Sharm el Sheikh em 2026: tudo o que precisas de saber antes de ir ao Egito

Sharm El Sheikh ficou mal na fama durante uns anos. Havia alertas de viagem, notícias sobre instabilidade e muita gente que simplesmente riscou o Egito do mapa. Percebe-se. Mas quem foi nos últimos dois anos diz que encontrou um resort de luxo acessível, com um mar que no Norte de África não tem paralelo, e um tudo incluído que faz as Canárias parecer caro.
Vale a pena ir? Em 2026, a resposta é sim. Mas há coisas que tens mesmo de saber antes de reservar.
O que é Sharm El Sheikh, afinal?
Sharm El Sheikh é uma cidade turística no extremo sul da Península do Sinai, no Egito. Fica mesmo na ponta onde o Mar Vermelho se divide em dois golfos: o Golfo de Aqaba a leste e o Golfo de Suez a oeste. Geograficamente, está muito mais próxima de Israel e da Jordânia do que do Cairo.
Isso tem implicações práticas. Sharm é uma bolha turística. Hoteis, praias, restaurantes, bares. A cidade foi construida para isso. Não é como ir ao Cairo e mergulhar na cultura egípcia. É outra coisa completamente diferente. Se queres pirâmides e suk lotado, Sharm não é o sítio certo. Se queres mar incrível, sol garantido e hotel a um preço muito abaixo do que pagarias no Mediterrâneo europeu pelo mesmo nível de qualidade, é exatamente isso.
O mar vermelho e o mergulho: o verdadeiro motivo para ir
Quem vai a Sharm e não mergulha perde o melhor. O Mar Vermelho tem uma das concentrações mais altas de biodiversidade marinha do mundo. Recifes de coral coloridos mesmo junto à costa, peixes que não vês em mais lado nenhum do Mediterrâneo, água transparente com visibilidade até 30 metros.
Não precisas de ser mergulhador experiente. Snorkeling na Ras Mohammed, que é o parque nacional marinho mesmo ali perto, já é uma experiência que a maioria das pessoas não esquece. E para os que quiserem mergulho com botija, há escolas de mergulho a cada esquina, com professores portugueses e espanhois em várias delas.
Agosto e setembro são ótimos para mergulhar porque o mar está calmo e a visibilidade é boa. A temperatura da água anda pelos 27 graus. Quente, limpa, transparente.
O calor: a coisa que ninguém te diz diretamente
Em agosto, Sharm El Sheikh tem calor a sério. Falamos de 38 a 41 graus durante o dia. Se és do tipo que já sofres muito com o verão em Portugal, pensa bem. Se aguentas calor seco sem problema, não é nada de especial.
O bom é que praticamente todos os hotéis têm ar condicionado a sério, piscinas e área de sombra em quantidade. Das 13h às 16h fica muita gente dentro do hotel ou debaixo de sombra. De manhã cedo e ao final do dia é quando se está melhor cá fora. E o pôr do sol sobre o Mar Vermelho é mesmo muito bom.
Documentos e vistos: o que precisas antes de partir
Os portugueses precisam de visto para entrar no Egito. Mas é mais simples do que parece.
Há duas opções. Ou tratas do visto online antes de viajar em evisa.gov.eg (o site oficial), com um processo que demora entre 3 a 5 dias úteis e custa cerca de 25 dólares. Ou compras o visto à chegada ao aeroporto de Sharm, no balcão de Bank of Egypt mesmo antes do controlo de fronteira, por 25 dólares em cash. Muita gente faz assim e funciona sem problema.
O passaporte tem de ter validade mínima de 6 meses após a data de regresso. O Cartão de Cidadão não chega para destinos fora da UE. Se o teu passaporte está a caducar, trata disso com antecedência.
Uma nota importante: Sharm El Sheikh tem estatuto especial no Egito. Podes entrar na cidade e ficar até 15 dias sem visto, mas apenas se não saíres da península do Sinai. Se quiseres ir ao Cairo ou a Luxor durante a viagem, precisas de visto completo.
Segurança: o elefante na sala
É a pergunta que toda a gente faz e é justo pô-la na mesa. Sharm El Sheikh teve problemas de segurança graves entre 2014 e 2019, incluindo o atentado ao avião russo em 2015. Por isso vários países suspenderam voos diretos.
A situação mudou desde então. Sharm tem hoje uma das presenças de segurança mais intensas de qualquer destino turístico do mundo. Checkpoints na entrada e saída da cidade, segurança nos hotéis, patrulhas constantes. É uma zona isolada e altamente controlada.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português já não desaconselha a viagem a Sharm El Sheikh. Recomenda precaução normal para qualquer destino fora da Europa, que é o que é razoável. Mais de 2 milhões de turistas visitam Sharm por ano, incluindo muitos ingleses, alemães e polóneses que fazem deste o seu destino habitual de verão.
Quanto custa e o que está incluído
Este é o argumento mais forte de Sharm em 2026. Um hotel de 4 estrelas com tudo incluído em Sharm El Sheikh custa consideravelmente menos do que o equivalente em Maiorca ou nas Canárias. E o tudo incluído aqui é mesmo completo: refeições, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, snacks ao longo do dia, animação e acesso a piscinas.
Um pacote de 7 noites com voo do Porto, hotel 4 estrelas tudo incluído, transfers e seguro de viagem anda à volta dos 1.200 a 1.250 euros por pessoa em agosto (epoca alta). Para o que inclui, é um preço muito difici de bater em qualquer destino mediterrânico europeu nesta época.
Algumas dicas práticas que poupam chatices
Leva dólares ou euros em cash. As libras egipícias não valem a pena trazer de Portugal e é fácil trocar no aeroporto ou nos hotéis. Para compras fora do hotel, bazares e excursões, o cash é o que corre.
Não bebas água da torneira. Égua engarrafada, sempre. Isso inclui gelo em locais fora do hotel.
O regateio nos mercados é normal e esperado. O preço inicial pode ser 3 a 4 vezes o que o vendedor aceita no final. Não é desrespeitoso, faz parte da dinâmica local.
As excursões ao Monte Sinai são normalmente noturnas, partes da madrugada, para chegares ao cimo antes do nascer do sol. Fisicamente exigente, mas quem foi diz que vale cada passo.
Se viajares em agosto, reserva com dois a três meses de antecedência. Os hotéis enchem e os preços sobem quanto mais tarde deixares.
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