Santorini, Corfu e Valência: os três destinos que cresceram mais de 150% nas reservas dos portugueses este verão

Os dados são da eDreams e foram publicados há duas semanas com base nas reservas reais dos portugueses para o verão de 2026. Corfu cresceu 180% face ao ano anterior. Valência 162%. Santorini 153%. São números expressivos que não acontecem por acaso.
O que é que estes três destinos têm em comum? Nenhum deles é novo. Toda a gente conhece Santorini, Valência e Corfu de nome. Mas os portugueses estão a descobri-los agora de uma forma diferente, como destinos principais em vez de paragens rápidas, e a ficar mais tempo em cada um. Este artigo explica porquê e o que cada um tem mesmo para oferecer.
Santorini: o destino que toda a gente acha que é só para fotografias
Santorini tem uma fama que a precede. As casas brancas, as cúbulas azuis, os pôres do sol em Oia que aparecem em todo o lado. É um dos destinos mais fotografados do mundo e isso cria uma expectativa que pode ser difícil de gerir.
Mas quem foi sabe que Santorini é muito mais do que as fotos. A ilha tem uma caldera vulcânica que é uma das mais impressionantes do Mediterrâneo. As praias de areia negra e vermelha são completamente diferentes de qualquer outra praia grega. O vinho da ilha, feito a partir de uvas cultivadas em soço vulcânico, tem um caráter único. E a gastronomia, com peixe fresco, frutos do mar e os famosos tomatinhos de Santorini, é melhor do que muita gente espera.
O problema de Santorini é o preço e a massa de turistas em julho e agosto. Oia à hora do pôr do sol em agosto é uma multidão de pessoas com telefónes. Se queres a experiência sem isso, vai em setembro ou outubro. O clima continua excelente, o mar está quente e a ilha fica com espaço.
De Portugal há voos com escala para Thira, o aeroporto de Santorini. A escala mais comum é em Atenas, com tempo de transferência de cerca de uma hora e meia. Duração total desde o Porto ou Lisboa ronda as quatro a cinco horas.
Corfu: a ilha grega que os portugueses ainda estão a descobrir
Corfu é a surpresa dos três. Enquanto Santorini e Mykonos são nomes que toda a gente conhece, Corfu ainda não tem o mesmo reconhecimento em Portugal, apesar de ser uma das ilhas mais visitadas da Grécia no geral.
O que torna Corfu diferente é a combinação de coisas que normalmente não andam juntas: praias de água turquesa muito boa, uma cidade velha com influência veneziana que é Património Mundial da UNESCO, montanhas cobertas de oliveiras no interior e um nitído charme britânico herdado de séculos de ocupação inglesa. O cricket ainda se joga na esplanada principal da cidade. Não é um pormenor que encontras em mais nenhuma ilha grega.
As praias do norte da ilha, como Paleokastritsa e Sidari, têm uma água que rivaliza com qualquer coisa que vejas em brochuras turísticas. Paleokastritsa em particular, com os seus recifes e grutas acessíveis de barco, é um dos pontos mais bonitos da Grécia.
Para quem vai pela primeira vez à Grécia e não sabe se prefere ilhas ou cidade, Corfu resolve esse dilema porque tem as duas coisas num só sítio. Há voos diretos do Porto e de Lisboa para Corfu em época alta. Fora da época, a opção mais comum é com escala em Atenas.
Valência: a cidade que percebeu o que as outras cidades espanholas ainda não perceberam
Valência é o caso mais interessante dos três. Não tem o glamour de Barcelona nem o peso histórico de Madrid. É uma cidade que ficou durante anos à sombra das duas, e que nos últimos anos se tornou talvez a melhor cidade para viver em Espanha. Os espanhois sabem disso há muito tempo. Os portugueses estão agora a descobrir.
Valência tem praia dentro da cidade. A Praia da Malvarrosa fica a menos de dez minutos de metro do centro histórico. É longa, tem bom ambiente e permite combinar numa mesma manhã um passeio pelo mercado central e uma tarde na praia. Esse tipo de combinação não existe em Barcelona nem em Madrid.
A Cidade das Artes e das Ciências é um complexo arquitectónico de Santiago Calatrava que, mesmo para quem não liga a arquitectura, é visualmente surpreendente. O Oceanogràfic, que faz parte do complexo, é o maior aquário da Europa. Para famílias com crianças é um programa de médio dia muito bom.
O Mercado Central de Valência é um dos maiores mercados de produtos frescos da Europa, dentro de um edifício art nouveau do início do século XX. Come ali. Qualquer coisa. A qualidade dos produtos é muito boa e os preços são honestos.
E depois há a paella. Valência é onde a paella foi inventada. A paella valenciana original não tem marisco, tem frango, coelho e feijão verde. É diferente do que encontras em Portugal e vale muito a pena provar no sítio certo. Evita os restaurantes com fotos da paella na montra na zona turística. Pede recomendação a alguém local ou pesquisa antes de sair.
De Portugal há voos diretos do Porto e de Lisboa para Valência com a Ryanair e a Vueling. Uma hora e meia de voo. Para uma escapadinha de três ou quatro dias, é um dos melhores destinos que existe a partir de Portugal.
Porquê cresceram tanto este verão?
Há um padrão nos três. São destinos que os portugueses conheciam de nome mas não tinham ainda experienciado de verdade. À medida que destinos como o Algarve ficam mais caros e mais cheios, a procura migra para alternativas com qualidade equivalente ou superior.
Santorini é a resposta à fadiga das ilhas gregas mais genéricas. Corfu é a descoberta de quem quer Grécia mas não quer Mykonos. Valência é Espanha sem o preço e a confusão de Barcelona em agosto.
E os dados da eDreams são o reflexo disso: os portugueses estão a tornar-se viajantes mais informados e a fazer escolhas mais deliberadas.
Queres planear uma viagem a um destes destinos?
Fala connosco. Apresentamos as melhores opções para as tuas datas, com voo e alojamento tratados e sem surpresas no final. Orçamento gratuito e sem compromisso.
WhatsApp: +351 925 695 166
Email: partimosamanhaviagens@gmail.com
Artigo baseado em dados de julho de 2026. A informação pode estar sujeita a alterações.