Os portugueses viajam mais do que nunca para o estrangeiro: o que os dados do INE revelam sobre os novos hábitos de viagem em 2026

O Instituto Nacional de Estatística publicou esta semana os dados do primeiro trimestre de 2026. As viagens ao estrangeiro por parte de residentes em Portugal cresceram 30% em termos homolólogos, para quase um milhão de deslocacões. Este aumento é cerca do dobro do registado no período anterior, que já tinha sido de 15,6%.

Para quem trabalha no setor do turismo, estes números não são surpreendentes. O que é interessante é perceber o que está por detrás deles, e o que significam para quem quer viajar nos próximos meses.

Porquê estão os portugueses a viajar mais para fora?

Há vários factores que explicam este crescimento, e nenhum deles é surpresa quando olhamos para o que tem acontecido no mercado turístico português.

O primeiro é o preço. O Algarve, Lisboa e o Porto ficaram significativamente mais caros nos últimos anos. Um estudo recente da ConsumerChoice mostra que 36% dos portugueses considera o Algarve demasiado caro face ao que oferece quando comparado com destinos internacionais concorrentes. Quando uma semana em tudo incluído em Agadir ou nas Canárias fica mais barata do que uma semana no Algarve, a escolha torna-se óbvia para muita gente.

O segundo é a oferta de voos. O crescimento de rotas low cost em Portugal, especialmente a partir do Porto e de Lisboa, tornou o acesso a destinos internacionais muito mais fácil e mais barato. Hoje é possível ir de Porto a Málaga por menos de 40 euros. De Lisboa a Agadir por menos de 60. Isto mudou completamente o cálculo de quem está a pensar em férias.

O terceiro é a mudança de mentalidade. Os portugueses são hoje viajantes mais experientes, mais informados e mais confiantes para ir a destinos que há dez anos pareciam complicados. Marrocos, Turquia, Egito, Cabo Verde. Destinos que eram vistos como exóticos ou arriscados são hoje opções normais para muitas famílias portuguesas.

Os destinos que mais cresceram nas reservas dos portugueses

Os dados mais recentes da plataforma eDreams, publicados no início de julho, complementam os números do INE com informação mais granular sobre para onde estão a ir os portugueses.

Málaga cresceu 289% face ao ano anterior. É o maior crescimento de qualquer destino nas reservas dos portugueses para este verão. Corfu cresceu 180%, Valência 162%, Santorini 153%. Estes números reflectem uma diversificação clara dos destinos escolhidos pelos portugueses, que estão a ir para além dos mercados habituais.

Ao mesmo tempo, Ponta Delgada cresceu 92% e Angra do Heroísmo 79% nas reservas para este verão, o que mostra que o turismo doméstico também está a crescer, especialmente nas ilhas.

O que isto significa para quem ainda quer viajar em 2026

Há uma conclusão prática muito clara nestes dados: o mercado de viagens está mais competitivo do que nunca, o que é bom para o consumidor. Há mais destinos acessíveis, mais voos disponíveis e mais oferta hoteleira do que em qualquer outro momento da história do turismo em Portugal.

Mas há também mais procura. E mais procura significa que os melhores pacotes e os melhores preços desaparecem mais depressa. Quem reserva com antecedência continua a ter acesso às melhores opções. Quem espera encontra o que sobrou.

Para o resto de 2026, os destinos com melhor relação qualidade-preço disponjíveis agora são exactamente os que os dados confirmam como tendência: destinos mediterrânicos fora da época alta, destinos africanos como Agadir e Cabo Verde, e as ilhas portuguesas para quem prefere não sair do país.

Os portugueses que viajam mais também viajam melhor

Há outro dado interessante nos relatórios de tendências de 2026 que complementa os números do INE. O Google Trends mostra que as pesquisas por “melhor” são significativamente mais frequentes do que as pesquisas por “barato” na categoria de viagens. Os portugueses não querem apenas viajar mais. Querem viajar melhor.

Isto explica o crescimento dos pacotes tudo incluído de qualidade, a procura por hotéis de 4 e 5 estrelas em destinos como o Egito e a Turquia, e o interesse crescente em destinos menos massificados como a Sardenha, Creta ou Corfu. Não é só preço. É qualidade percebida.

O papel do Travel Partner neste novo contexto

Quando o mercado é simples e os destinos são poucos, é fácil decidir sozinho. Quando o mercado tem centenas de destinos, milhares de hotéis e preços que mudam todos os dias, ter alguém que conhece o mercado e te ajuda a navegar faz cada vez mais sentido.

Os dados do INE mostram que os portugueses estão a viajar mais. Os dados da eDreams mostram que estão a explorar destinos novos. E os dados do Google mostram que querem qualidade. Quando combinas estas três tendências, percebemos exactamente o que os viajantes precisam: informação actualizada, acesso às melhores opções e alguém que trate de tudo.

É o que fazemos. Se quiseres saber o que está disponível para as tuas datas e orçamento, fala connosco.

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Artigo baseado em dados de 31 de julho de 2026, incluindo dados do INE publicados esta semana e dados da eDreams de julho de 2026. A informação pode estar sujeita a alterações.