Málaga cresceu 289%: porque é que este destino está a explodir e o que tens de saber antes de ir

Os dados são de ontem, 1 de julho de 2026, publicados no Publituris com base na plataforma eDreams: Málaga é o destino com maior crescimento de reservas dos portugueses para este verão, com um aumento de 289% face ao ano anterior. Mais do dobro do crescimento de Corfu ou Santorini.
Não é mágica. Málaga mudou muito nos últimos anos. E os portugueses estão a perceber isso mais tarde do que o resto da Europa, o que neste caso é uma vantagem.
O que mudou em Málaga
Durante décadas, Málaga foi vista como a porta de entrada da Costa del Sol, o aeroporto por onde se chegava antes de ir para Marbella ou Torremolinos. A cidade em si era ignorada.
Isso mudou. Nos últimos dez anos, Málaga transformou-se numa cidade com vida cultural própria. Tem o Museu Picasso, um dos mais visitados de Espanha. Tem uma extensão do Centre Pompidou de Paris. Tem um centro histórico recuperado com restaurantes bons, bares com personalidade e ruas que dá prazer percorrer. E tem o Muelle Uno, uma zona portuária reconvertida com esplanadas sobre o mar que funciona muito bem ao final da tarde.
Ao mesmo tempo, ficou acessível. Há voos diretos do Porto e de Lisboa com a Ryanair e a TAP. Uma ida e volta em setembro pode ficar abaixo dos 100 euros. Para o que a cidade oferece, é difícil de justificar não ir.
O que tens de ver
A Alcazaba é um palácio-fortaleza construído pelos mouros no século XI, bem preservado, com jardins e vistas sobre a cidade. A entrada é barata e ao domingo depois das 14h é gratuita.
Mesmo ao pé da Alcazaba está o Teatro Romano, descoberto em 1951 quando demoliram um edifício construído por cima. É do século I a.C. Vê-se bem da rua sem entrar.
O Museu Picasso tem obras de toda a carreira do pintor, que nasceu em Málaga. Compra bilhete online para evitar filas.
O Castelo de Gibralfaro fica no cimo do morro acima da Alcazaba. A subida é exigente mas a vista lá de cima vale. Dá para subir de autocarro se não quiseres subir a pé.
A Catedral tem apenas uma torre. A construção começou no século XVI e nunca foi terminada por falta de dinheiro. Os malaguenhos chamam-lhe La Manquita. Podes subir a torre e tens vista de 360 graus.
As praias
Vou ser honesto: as praias de Málaga cidade não são as melhores da Costa del Sol. A La Malagueta, a pé do centro, tem areia escura e o mar é razoável. Serve para um banho entre visitas.
Se queres praia mesmo boa, sais de Málaga. Nerja fica a 50 quilómetros com algumas das praias mais bonitas da Andaluzia. Torremolinos fica a 12 quilómetros com praias compridas e boa infraestrutura. Com carro alugado podes fazer tudo num dia.
A gastronomia
O peixe frito é a especialidade local e é difícil encontrar mau. Os espetos de sardinha, assadas em espeto de bambu sobre fogueiras na praia, são uma coisa que só existe aqui.
Em muitos bares do centro, pedes uma bebida e vem uma tapa de graça. Não em todos, pergunta antes de te sentar.
O café tem nomes próprios: solo é expresso, nube é expresso com muito leite, semi é metá de cada.
Quando ir e quanto custa
Abril, maio, junho e setembro são os melhores meses. Julho e agosto funcionam mas há mais gente e mais calor. Em agosto as temperaturas passam os 35 graus com regularidade.
Uma estadia de três a quatro noites num hotel de 3 estrelas no centro pode ficar entre 200 e 400 euros em setembro. Os voos do Porto ou Lisboa ficam entre 60 e 120 euros ida e volta em datas com boa disponibilidade. Para uma escapadinha de fim de semana prolongado, Málaga é dos melhores custo-benefício em cidades europeias a partir de Portugal.
Como chegar
Voos diretos do Porto com a Ryanair. De Lisboa com a Ryanair e a TAP. O aeroporto fica a 8 quilómetros do centro e há comboio que leva até lá em 12 minutos por menos de 2 euros. Um dos acessos aeroporto-centro mais fáceis de Espanha.
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Artigo baseado em dados de julho de 2026. A informação pode estar sujeita a alterações.